quinta-feira, 25 de março de 2010

História do Sapateado



A origem do sapateado é um tanto desencontratada, devido ao mesmo ter a aparência de origem em vários lugares, porém o mais provável é que no século V, na Irlanda, onde camponeses, usando sapatos com solado de madeira devido ao frio, começaram a brincar e obterem sons com os mesmos, criando a dança conhecida por Irish Jig.


Com a Revolução Industrial na Inglaterra, surgiu a dança chamada Lancashire Clog, que inicialmente era praticada por operários que também se utilizavam de sapatos de madeira, desta vez devido ao chão quente das fábricas. Com o tempo, os sapatos de madeira foram substituídos por sapatos de couro com moedas de cobre presas ao solado.


Os escravos africanos, também têm a sua contribuição na história do sapateado pois estes tinham o hábito de dançarem, apesar de descalsos, porém com grande mobilidade corporal, nas suas poucas horas de lazer.


No início do século XX, entre 1909 e 1920, surgiam nos EUA vários estilos musicais e de dança, que aliados as culturas européias e africanas, fizeram surgir os sapatos com chapinhas de metal nas solas.


No início da década de 1920, o Sapateado Americano se consolidava com a criação do espetáculo Shuffle Along, onde 16 bailarinas executavam a mesma coreografia nos balcos da Broadway.


Desde então, o sapateado se proliferou pelos EUA, até conquistar Hollywood, com os mestres Fred Asteire, Ginger Rogers, Gene Kelly, Ann Muller, entre outros.

O dia do Sapateado é comemorado em 25 de Maio, dia em que Bill Bojangles nasceu, no ano de 1878, em Richmond, Virgínia. Bojangles teve uma contribuição muito específica, porém valiosa para o sapateado: foi ele quem levou o sapateado para a "meia ponta", trazendo leveza e clareza nos passos como jamais vistos. O gingado do corpo e o som preciso era ritmicamente perfeito e inconfundível. O marco em sua carreira é o show Blackbirds, onde subia e descia uma escada sapateando. Bojangles também atuou no cinema, fazendo ao todo 14 filmes.


Com a segunda guerra mundial, o sapateado sumiu do cenário cultural americano, porém nos anos 1970, alguns sapateadores, entre eles Brenda Buffalino, se mobilizaram e reviveram a arte de sapatear. Brenda se juntou a Holi Coles e em 1978 criou a American Tap Dance Orchestra, uma companhia caracterizada por sua intereção rítmica direta entre os músicos e bailarinos. Com o retorno do sapateado aos palcos da Broadway, outros grandes mestres surgiram, como Gregory Hines. Hoje podemos citar Van Porter, Jason Samuels e Cintia Chamecki como as revelações da atualidade.






Origem da Dança do Ventre OU RAKS EL SHARQ



A Dança Do Ventre é o último vestígio do ritual das sacerdotisas no Oriente Médio e uma das mais antigas formas de arte.


A sua origem remota de muito tempo antes do Islamismo e do Cristianismo,vem de uma época pagã de culto a muitos Deuses e a natureza. A Deusa Mãe era adorada,sexo e nascimento eram sagrados; nesse período muitas sociedades eram matriarcal, a Dança do Ventre era de cunho sagrado sendo realizada em templos por sacerdotisas que dedicavam suas vidas a cultuar as Deusas em rituais de fertilidade e prosperidade. Nesse contesto a dança viveu durante algum tempo sem o caráter artístico ou de entretenimento.

Com a invasões árabe e romana nesta região veio também a mistura de culturas e as mudanças no cenário religioso, a sociedade de matriarcal tornou-se patriarcal, o culto a um único Deus masculino começou a conduzir esta sociedade, dando fim a época “pagã”.


O povo árabe foi o responsável por difundir a Dança que a partir daí tomou o caráter de entretenimento e artístico. Surgiram neste contesto as Ghawazees, mulheres exóticas e de origem cigana que dançavam ao ar livre (para o povo) e as Awalins , dançarinas que se apresentavam nos palácios em festas e ocasiões solenes (para a elite).

A dança do Ventre sofreu influencias de povos diferentes e com isso transformações ao longo de sua existência.

Chegou ao Ocidente no século XIX inicialmente com o nome de Dança Oriental,porém como a palavra oriental abrange muitas culturas foi chamada pelos franceses de Dance du Ventre e depois pelos americanos de Belly Dance.

BENEFICIOS DA DANçA DO VENTRE
• Melhora alongamento e flexibilidade;
• Coordenação motora;
• Modela o corpo, afina a cintura, tonifica musculatura interna e externa dos braços, pernas e abdômen;
• Corrige postura diminuindo dores na coluna,derivada de desvios posturais;
• Massageia os órgãos internos estimulando um melhor funcionamento
• Ajuda a emagrecer;
• Alivia tensões, combate o estress;
• Desperta a feminilidade.

A DANçA DO VENTRE NÃO DA BARRIGA! Pelo contrario, trabalhamos muito a musculatura do abdômen, tonificando-o, portanto, esta afirmação é absolutamente sem fundamento.


“A Dança do Ventre alimenta a nossa alma!
Estar em um ambiente mágico, trabalhando nosso corpo de maneira prazerosa ao som de uma música perfeita, equilibrando nossos centros energéticos, tudo isso causa um enorme bem estar.
Tire um tempo para você, um tempo para se encontrar, ser mulher.
Venha fazer dança do ventre e descubra o prazer de dançar a vida! ” (Milene )



Dança da espada ou Raks al Saif


Existem muitas vertentes sobre essa dança, uma delas é que ela teria surgido em um grupo de beduínos que a noite atacavam viajantes que passassem perto de seus domínios, os viajantes eram saqueados e mortos , para comemorar , as mulheres desta tribo dançavam com suas espadas exibindo-as como troféu.


Há outros contos sobre o surgimento dessa dança, o certo é que a apresentação com espada requer equilíbrio e habilidade para que a dança seja realizada de forma graciosa e harmoniosa, é muito importante a escolha da música certa, que deve transmitir um ar de mistério.



Dança do Punhal


Esta dança não tem um significado padrão, usamos trajes comuns e o ritmo mais usado é o Wahd Wo Noss. A história nos revela esta dança como um rito de reverência a deusa Selkes, a rainha dos escorpiões que representa a morte, a transformação e o sexo.


Na Arábia e no Marrocos é tradição ficou também bastante associada a ciganos e mulheres que dançavam nas ruas, pois o punhal é uma arma de defesa.



Dança do Candelabro ou Raks Al Shamadan


Esta dança existe á muitos anos e faz parte de celebrações de casamento e nascimento. No Egito é tradicional em casamentos, a bailarina conduz o cortejo do casamento levando o candelabro na cabeça, desta maneira ela ilumina o caminho do casal, como uma forma de trazer-lhes felicidades.


A roupa para esta dança deve ser mais composta pois é considerada sagrada por celebrar casamentos e nascimentos algumas bailarinas gostam de dançar com chadô, dando certo mistério a dança.






Dança com Snujs


Os snujs são instrumentos de percussão que algumas bailarinas tocam. Para uma apresentação com snujs é necessário o estudo dos ritmos árabes, para desenvolvermos ouvido musical, e contagem de tempo. Um mesmo ritmo pode ficar lento e depois mais rápido, conforme a música, se não houver o domínio musical fatalmente a bailarina vai se atrapalhar.





Dança do Pandeiro


Ligado a ritmos folclores este instrumento está relacionado ao espírito Oriental, o traje de quem dança deve ser um vestido. Assim como os snujs acompanha-se seu som com o ritmo da musica, com o som forte do pandeiro a bailarina deve marcar o ritmo com precisão e graça. É uma dança de comemoração, alegria e festa.




Bengala ou Raks El Assaya

É a versão feminina de uma dança masculina originária de El Saaid, região do alto Egito, chamada Tahtib. Os homens simulavam uma luta com seus bastões (Shoumas). As mulheres usam um bastão leve ou bengala, imitando-os, porém de maneira suave e feminina usando habilidade equilíbrio e charme.


A roupa típica desta dança é um vestido e um lenço no quadril, nunca devemos dançar de roupa comum. O ritmo mais usado é o Saaid .



Zaar


É uma dança de êxtase e exorcismo praticada no norte da África e no Sudão. Não aceita pelo Islamismo. Ao som de percussão forte a bailarina dança e gira, o ritmo é chamado Ayubi.



Khalige ou Raks El Nach'at


É uma dança tradicional do Golfo Pérsico, Arábia e Emirados, também chamada dança dos desertos, pois os nômades são os bailarinos tradicionais. As mulheres usam longas túnicas ricamente bordadas por cima de suas roupas, dançam de forma bem sensual movendo a cabeça os cabelos e marcando o ritmo nos pés.



Dança do Jarro ou Raks Al Brik


É uma tradição tão antiga que se perde no tempo. Retrata o cotidiano de mulheres reprimidas que iam buscar água na fonte com seus jarros de barro.

Cantores e musicas compunham versos e rimas de amor para cantar a beleza destas moças pegando água na fonte, com os rostos quase sempre cobertos, assim como todo o corpo, ao aproximar-se das águas era preciso subir um pouco o vestido para não molhar, um delírio para os rapazes que apreciavam escondidos.


Da habilidade de equilíbrio pesados jarros de água surgiu esta dança no norte da África, muitos senhores ofereciam a seus hospedes exóticas apresentações ao servir vinho.




Hagallah


É uma dança realizada pelos beduínos da região de Mersa Matruh. A palavra Hagallah vem do árabe hag'l que significa pular, saltar. Hagallah é dançada em procissões de casamento, nesta celebração familiares e amigos acompanham os noivos com cantos e palmas, a dançarina vai a frente com passos curtos e shimmies, podendo estar total ou parcialmente coberta de véus, levando nas mãos um véu ou um bastão(o bastão não é manuseado). A música é improvisada pelas pessoas presentes (voz e palmas).


Esta dança foi pesquisada e adaptada para palco por Mahmoud Redá por volta de 1966,ele investigou e resgatou este folclore.



Andaluz


Andaluz Originada pelos mouros islâmicos de Kadiz,Andaluzia(Espanha),este estilo também chamado de Malouf é caracterizado por passos ligeiros e graciosidade arabesca que desenham a melodia.O véu é usado para marcar a sinuosidade dos movimentos,é dançado ao som de música clássica Nouba e encontramos alguns elementos de Ballet clássico neste estilo. Ghawazee A tradução para o termo ghawazee é invasoras,de uma forma romântica podemos dizer invasoras de corações,pois elas dançavam e encantavam.Eram mulheres exóticas de origem cigana que dançavam ao ar livre.Até hoje estão presentes no meio do povo egípcio,ganhando seus corações com sua dança alegre e contagiante. Foram as primeiras bailarinas profissionai da dança.



Dança Das Flores

Era dançada por camponesas para comemorar a colheita e as vezes para aliviar o ardor do trabalho pesado.Nesta modalidade a bailarina oferece flores ao público.


Dabke Os fenícios com argila,os trabalhadores para amassar este barro batiam com os pés ao som do toque de um tambor,surgiu assim esta dança que é muito popular entre os árabes por ser alegre e contagiante.Dabke pode ser dançado por homens,mulheres e crianças.




Dança dos Véus


Não se sabe ao certo como surgiu esta dança.Dizem que sua raiz esta na dança dos sete véus;nesta dança cada véus representava os sete chkras.


O véu é atualmente um dos símbolos mais comuns da dança,podendo ser usado para emoldurar o rosto ou o corpo da bailarina ou ainda desenhando ao sabor da musica.


“O véu de uma bailarina nos envolve em uma atmosfera de mistério e magia,transportando-nos para um lugar de sonhos.Esta é a sensação que fica ao assistirmos uma boa apresentação com véu”.




Melea-Laff


É um tipo de lenço que ganhou popularidade no Egito nas décadas de 30 e 40, pois as meninas do Cairo enrolavam-se nelas para dançar. Para esta dança é preciso que a bailarina seja muito carismática, charmosa e exagerada nos gestos; é uma dança usada para paquera. Apesar de o lenço usado ser de tecido grosso e escuro é ao mesmo tempo revelador, pois o tecido é enrolado bem apertado ao redor do corpo, marcando as curvas do quadril e da cintura, assim sendo o véu cria um tipo de dança provocante, ainda que totalmente coberta.


A Bovika é um véu tricotado com buracos, tradicionalmente acompanhado nessa dança, usado para cobrir o rosto.


Para dançar Melea é preciso saber enrolar e desenrolar o véu de maneira correta ao corpo, ter muito charme e graça, é comum em apresentações desta dança a bailarina entrar para dançar mascando chiclete e falando palavras soltas em árabe no meio da musica, isto caracteriza o personagem tipo do melea, as mocinhas charmosas do Cairo.


Bate-Papo com Carol Marquet


Carolina Marquet
23 anos


Quando pequena fez ginástica olímpica no colégio e natação. Anos depois voltou a fazer ginástica olímpica, mas teve que parar novamente por seus estudos. Amante da arte da dança ela sempre teve a vontade, mas só agora, neste ano, teve coragem e entrou nas aulas de Ballet e Street Dance. Por seu horário na faculdade ela saiu da aula de Street, mas está firme em suas aulas de Ballet.



Como você se sente ao fazer Ballet?

"Amo Ballet...sempre amei, mas tinha vergonha de entrar no curso, por minha "inadequação" física (rs) e idade...mas agora, um pouco antes dos 23...decidi que nunca é tarde...na verdade eu sempre adiei isso por pensar em mil qualificações profissionais a fazer e tal....muitas dessas coisas não fiz..outras adio ainda..Mas decidi que tinha chegado a hora de fazer algo que me daria unicamente prazer, nenhum retorno financeiro, nenhuma qualificação profissional...apenas prazer/lazer...bem....estou muito feliz por ter entrado, ainda tenho muito a aprender..mas com dois meses já me sinto mais flexível e disposta! É ótimo para relaxar, apesar da dor nas pernas (rs)...."

O que você chama de "inadequação" física?

"Estou acima do peso ideal....para uma bailarina então....muito acima do peso..(rs) Mas decidi que isso também não iria mais ser um impedimento! O que mais me limita é a falta de flexibilidade, mas aos poucos vou melhorando....passo a passo...plié por plié..."

Você gostaria de aprender outra modalidade de dança?

"Sim! Gostaria muito de voltar a fazer Street, assim que o horário permitir, e gostaria de aprender Jazz, dança do ventre..tango...quase tudo, eu diria....gosto muito de danças em geral!"


Você já assistiu a algum espetáculo de Ballet?

"Sim. Minha prima fez ballet por muitos anos, sempre fui às suas apresentações de final de ano! Esse universo da dança é algo mágico e encantador...creio que foi um super incentivo para entrar no curso...Agora ela faz Jazz e sapateado, a sua mãe - minha tia - também faz Jazz e sapateado...tenho outra prima que fazia dança de salão...minha mãe já fez dança de salão também...meu pai entrou agora...acho que a dança está em minhas veias...(rs) Assisti Don Quixote, da Compania Brasileira de Ballet, amei! Admito que fiquei me sentindo péssima...meu Deus....eles são maravilhosos, impecáveis...têm uma abertura invejável (rs)! Mas ao mesmo tempo isso me incentivou! Minha professora sempre diz que flexibilidade se ganha aos poucos....que é como um elástico que aos poucos vai cedendo se treinarmos...que alguns nascem com o elástico bem frouxo....e outros nem tanto...a questão é se exercitar, treinar..."

Sua turma é iniciante? Todas entraram junto com você?

"Entrei na turma do segundo ano, pois não tinha turma de primeiro ano formada. Esta turma é de adultos, é uma aula mais light, vai no nosso ritmo...a escola tem apenas um ano, tirando uma aluna que já fez antes, todas entraram quando a escola abriu, então todas são iniciantes..só que com um ano na minha frente, o que é bastante (rs), mas aos poucos estou pegando o jeito..."

O que você diria para quem deseja entrar no curso de Ballet?

"Eu diria para não pensar duas vezes, não ter vergonha...entre logo, é maravilhoso! Você sai mais leve depois de cada aula!"

domingo, 21 de março de 2010

Ballet

O bom bailarino não esquece

- Manter o corpo bem erguido e puxado para cima. (isso ajudará a rodar as pernas para fora e a se sentir mais leve e seguro).- Postura, firmeza nas costas
- Manter os ombros baixos.- Fechar o diafragma e encolher a barriga.- Deixar o pescoço livre e relaxado.- Distribuir bem o corpo entre as duas pernas.- Subir os músculos da coxa e esticar bem os joelhos.- Apertar as nádegas e virar as coxas para fora.- Executar os passos com precisão, mas também dançá-los com sentimento, expressão e continuidade.


Posições dos braços e mãos

Os braços são fatores importantíssimos no Ballet. Eles devem ser a moldura o bailarino. Cada escola de Ballet tem uma maneira de nomear as posições dos braços. Conheça as posições da RAD (Academia Royal) e saiba como executá-las corretamente.

· Bras bas: os braços devem estar descontraídos, um pouco adiante do corpo e pouco dobrados nos cotovelos, com os dedos continuando a curvatura dos braços para criar um formato oval. Relaxe os ombros, mantenha os polegares próximos dos outros dedos e procure não mostrar as costas das mãos.
· Demi seconde: posição preparatória aonde os braços são mantidos do lado do corpo, um meio termo entre 2ª posição e bras bas.
· 1ª posição: os braços fazem um desenho oval à frente do corpo, sendo que as mãos devem estar curvadas na altura do estômago. Relaxe os ombros, sustente os cotovelos e vire as palmas da mão para si.
· 2ª posição: abra bem os braços, porém mantenha-os ligeiramente na frente dos ombros. Eles devem estar relaxados e um pouco curvos, porém não deixe os cotovelos caírem. As mãos devem estar voltadas para frente e os dedos flácidos e flexíveis.
· 3ª posição: é uma fusão da 2ª com a 1ª, ou seja, cada braço fica em uma posição.
· 4ª posição: esse é uma fusão da 2ª com a 5ª. Enquanto um braço está um pouco recurvado ao lado, o outro está ligeiramente adiante da cabeça, também fazendo uma graciosa curva (veja quinta posição).
· 5ª posição: os braços devem estar fazendo um desenho oval um pouco adiante da cabeça, emoldurando o seu rosto. Não levante os ombros, e mantenha as palmas das mãos voltadas para você.


As posições do corpo

Todo bailarino deve desenvolver seu trabalho definindo internamente e visualmente o direcionamento espacial do espaço que utiliza. O ponto 1 é a frente da sala, ou a platéia, logo, esse ponto é o devant (a frente) e o ponto 5 é o derrière (atrás) – ver figura. É em cima desses pontos que se formam as posições do corpo. Primeiramente, é necessário saber sobre os direcionamentos chaves:


4 5 6

PALCO /ou sala


2 1 8

PÚBLICO/ou espelho_____



· Devant: na frente
· Derrière: atrás
· À la seconde: ao lado
· Croisé: cruzado. Considere, para iniciar, que croisé (cruzado) é quando as pernas estão cruzadas em relação ao espectador (platéia). Se você vira de frente para o ponto 8 com a perna direita na frente, está em croisé devant. O croisé devant também pode ser obtido de frente para o ponto 2 com a perna esquerda na frente. Já o croisé derrière acontece de frente para os mesmos pontos, sendo que no 8 a perna esquerda está atrás e no 2 a perna direita está atrás.
· Effacé ou Ouverte. Significa apagado. Seu corpo está sempre "aberto", as pernas não se cruzam, a linha do corpo fica aberto para o público. Quando se está de frente para o ponto 8, a perna esquerda na frente indica effacé devant, sendo que a perna direita atrás indica effacé derrière. Já de frente para o ponto 2, o effacé devant é quando a perna direita está na frente, e o derrière é quando a perna esquerda está atrás. Concluindo: para se obter o effacé devant, estica-se a perna que está mais longe do público (ou do centro do palco),e para o effacé derrière, a que está mais perto.
· Ecarté: separado, afastado. Já a posição ecarté (separado) deixa a perna sempre à la seconde (do lado, daí o nome "separado"), sendo que o corpo está de frente para as diagonais (ponto 2 ou 8). Para obter o ecarté devant, levem a perna mais próxima do público à la seconde. Já para o derrière, levem a perna mais distante à la seconde.


Posições dos pés e pernas

O ballet foi baseado na concepção de que ao virar os pés e as pernas pra os lados externos do corpo, isto é, para fora, não somente se conseguia atingir mais estabilidade e maior facilidade na movimentação, como também maior beleza de linhas. Essa concepção é chamada de en dehors (para fora), o que é adquirido lentamente sem ser forçado. Porém, este movimento antinatural deve se tornar para um bailarino uma segunda natureza. Portanto, no ballet, o princípio básico mais importante é o de aprender a virar as pernas, que em sua posição normal estão para a frente, para os lados, com a ponta dos pés para fora, os calcanhares para dentro, os joelhos e as coxas acompanhando as pontas dos pés.
É importante adquirir a facilidade de virar as pernas en dehors a partir da coxa até o pé, sem a ajuda dos quadris e do corpo. Porém, não é recomendável forçar demais os principiantes para evitar defeitos posteriores nos pés e nos joelhos. Para tudo isso, porém, é também necessário uma boa colocação dos pés, que devem estar relaxados e com o peso do corpo bem distribuído (sem deixá-los cair nem para um lado nem para o outro). Distribui-se o peso do corpo em cima do pé tomando como ponto de apoio o seu meio. Além disso, quando no ar, o pé deve estar extremamente esticado, sendo que as pontas dos dedos vão para baixo forçando assim o calcanhar para fora (frente).

Finalmente, com todos esses conceitos, podemos executar corretamente as cinco posições, criadas por Pierre Beauchamps no século XVII. Cada passo é iniciado e terminado em uma, assim como são utilizadas nas passagens de movimentos.

· 1ª posição: Os pés devem estar unidos e virados para fora e os calcanhares juntos, formando uma linha reta. Não esqueça, toda a perna deve rodar para fora, e não apenas o pé. É possível, no início do aprendizado, afastar um pouco os calcanhares, uns dois ou três dedos um do outro, devido à dificuldade existente em encostar as panturrilhas uma na outra (válido também para quem tem perna em X). Não deixe seu pé cair para dentro.
· 2ª posição: Mesma "forma" da primeira posição, mas com os pés afastados. Ela tem o tamanho de um degagé à la seconde, e essa distância não deve ser aumentada para facilitar o encaixe do quadril durante o plié (para alongar o quadríceps e o tendão de Aquiles). Assente no chão toda a superfície do pé, não deixe pender para nenhum dos lados. Não se esqueça de, na hora do plié, manter sempre os joelhos para fora e o quadril encaixado.
·
3ª posição: Cruze um pé até o meio em frente ao outro. O princípio é o mesmo: corpo para cima, pernas viradas para fora, peso sobre as duas pernas, sem deixar o pé ceder para algum lado.
· 4ª posição: Partindo da terceira posição, faça um degagé devant, assente o calcanhar no chão e obtenha assim a quarta posição. É a posição mais difícil, pois um pé fica exatamente na frente do outro, o que dificulta conservar o en dehors.
·
5ª posição: É a mais fechada das posições. Um pé fica totalmente colocado à frente do outro, porém não se deve deixar apoiar o calcanhar nos dedos do outro pé.
·
6ª posição: É uma posição inventada por certas academias, onde os pés ficam paralelos e fechados um do lado do outro. Serve para facilitar o aprendizado, mas não leva nenhum dos princípios das posições anteriores.

Os benefícios do Ballet Clássico


A dança é a arte do movimento e da expressão, mas também é uma necessidade natural e instintiva do homem. Além disso, a dança permite desenvolver ao bailarino o seu físico, sua mente e psique, além de outros oito aspectos bastante importantes:

1 Beleza: melhora a postura, corrige pés chatos e joelhos para dentro, queima as gorduras e desenvolve os músculos e a capacidade respiratória, além de dar porte, naturalidade e segurança nos movimentos.
2 Visão: dá a capacidade de perceber formas e linhas.
3 Precisão: disciplina o sistema nervoso, muscular e mental.
4 Coordenação: com exercícios como dançar em pontas, fazer equilíbrios e saltar, trabalhamos os músculos em sua capacidade máxima e melhoramos nossa coordenação.
5 Flexibilidade: precisa dizer alguma coisa?
6 Tenacidade: musicalidade e ritmo.
7 Imaginação: tendência natural desenvolvida através da dança.
8 Expressão: a mais importante qualidade artística, também desenvolvida através da dança.


História do Ballet Clássico

O ballet clássico é o desenvolvimento e a transformação dessa arte primitiva, que baseava-se no instinto, param uma dança formada de passos diferentes, de ligações de gestos e de figuras previamente elaboradas para um ou mais participantes.


- Na Itália, os primórdios
A história do ballet começou há 500 anos, na Itália. Em seus ricos salões, os nobres italianos divertiam seus ilustres visitantes com espetáculos de poesia, música, mímica e dança. Essas luxuosas e demoradas apresentações (no mínimo 3 horas) contavam com ricos e pesados trajes e cenários feitos por badalados pintores, como Leonardo da Vinci.
A primeira apresentação de ballet que se tem notícia data de 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão Galeazzo de Sforza com Isabel de Aragon, organizada por Bergonzio di Botta.
Estas apresentações ocorridas na corte italiana possuíam delicados movimentos
de cabeça, braços, tronco, pernas e pés. Para a existência de bons bailarinos, surgiram os primeiros professores de dança, que viajavam por vários lugares ensinando para ocasiões como casamentos, alianças políticas, vitórias de guerra, etc.
O ballet chega à França
Quando a italiana Catarina de Medicis casou com Henrique II, se tornou rainha da França e introduziu com grande sucesso o ballet na corte francesa. O mais famoso espetáculo apresentado lá foi o Ballet Cômico da Rainha, ou do Reino, produzido por Balthazar Beaujoyeux em comemoração ao casamento da irmã de Catarina. Essa extravagante apresentação durou mais de cinco horas, contando com carros alegóricos, muito luxo e mais de 10 mil espectadores. O Ballet Cômico da Rainha foi uma grande influência na formação de conjuntos de dança de todo o mundo, além de invejar todas as casas nobres européias. Como diz o nome, o tema era para fazer rir, assim como todas as outras apresentações francesas da época.

Assim, o ballet ia se tornando cada vez mais popular, alcançando seu auge na época de Luís XIV. Luís XIV – Revolução. Luís XIV, rei da França com 5 anos de idade, tornou-se um grande bailarino. Desde os seus 12 anos apresentava-se em ballets da corte, e tamanho foi o seu sucesso no "Ballet da Noite" que ganhou o título de Rei Sol. Foi Luís XIV que fundou, em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia Real de Música, ambas dirigidas por Jean-Baptiste Lully, que criaria vários ballets. Outra pessoa que teve bastante importância nessas academias foi Charles Louis Beauchamp, dito "inventor" das cinco posições, que se tornaram a base de todo o aprendizado acadêmico do ballet clássico. Porém, apesar de todo esse acesso ao ballet, os dançarinos eram só homens, o que era um atraso na evolução daquelas. Mas, logo após a morte de Luís XIV, essa situação mudaria, tornando-se o ballet não só uma arte, mas uma profissão. O ballet evolui - Foi no fim do século XVII que a mulher ganhou de vez o seu espaço no ballet clássico. O primeiro registro de uma contratação de mulheres para dançar junto com homens foi no ballet "Le Triomphe de l'amour", em 1681. Junto com isso veio a profissionalização da dança. Os espetáculos foram transferidos de salões para teatros, e logo as bailarinas começaram a fazer sucesso, apesar de serem dificultadas em seus movimentos no princípio devido ao pesado figurino. Uma das que mais lutaram pela mudança de figurinos foi La Camargo (Marie Anne de Cupis de Camargo), que escandalizou a todos levantando a saia até a metade da panturrilha e abolindo o salto dos sapatos, mostrando assim melhor os passos que executava. Aliás, foi La Camargo quem criou os passos entrechat quatre, jeté e pas de basque. Sua rival, Marie Sallé, aboliu o penteado extravagante que as bailarinas usavam, mas lançou uma moda que não pegou: ela vestia uma espécie de túnica, abolindo o corpinho justo, que até hoje as bailarinas usam. A primeira obra sobre a técnica do ballet também surgiu nessa época. Jean-Georges Noverre lançou o livro Lettres sur la danse et sur les ballets, considerada até hoje a mais importante obra do gênero. Foi Noverre também quem criou o Ballet de Ação. Ele percebeu que o ballet deveria exprimir mais do que simples movimentos, deveria exprimir um significado, narrar uma história. Assim, foram abolidos os cantos e a declamação, e tudo passou a ser "contado" por passos de dança. Noverre também trouxe figurinos leves e a ligação entre as danças, formando uma história.

Porém, o ballet passou por um período negro: a
Revolução Francesa. A época era caracterizada pela ascensão da burguesia e pela decadência da nobreza, que era quem financiava e apoiava a dança da época. Assim, devido à censura burguesa, várias peças com referências à mortandade das guilhotinas (que executavam nobres reis) foram proibidas. Foram fechadas também as Academias Reais de Dança e de Música, que só seriam reabertas na Restauração. Apesar disso, logo viria o Romantismo, que daria um novo impulso ao ballet.

O Romantismo - O Romantismo apareceu no século XIX e transformou não só o ballet como todas as artes. Nele, aparecem figuras exóticas e etéreas, como ninfas e fadas trajando longos vestidos, hoje chamados tutus românticos. Ao mesmo tempo, essas figuras imaginárias dançam com príncipes e camponeses. Nessa época, surgiram grandes ballets como Giselle e La Sylphide, que traduzem exatamente o Romantismo daquela época. La Sylphide mostra imagens sobrenaturais, fadas e mitos misteriosos. Nesse ballet surgiu uma grande evolução na dança clássica: as pontas. Marie Taglioni, que representava o papel principal, foi quem inaugurou este importante instrumento. Aliás, o ballet La Sylphide foi feito para ela por seu pai, Filippo Taglioni. Já Giselle é considerado até hoje o maior teste para uma bailarina, pois além da técnica, exige qualidades emotivas de seus intérpretes. Nesse ballet, a consagrada foi Carlota Grisi. O Romantismo também mostrou uma nova maneira de estruturar o espetáculo: a bailarina era o elemento principal, sendo que o grupo como um todo tinha menor importância. Porém, após algum tempo, o Romantismo empobreceu-se, e isso causou o declínio do ballet na Europa. Porém, a leste dali, mais exatamente na Rússia, a evolução era grande, e as bailarinas e bailarinos russos estavam chegando para firmarem seu país como uma grande potência da dança.

Na Rússia. Com a decadência do Romantismo e conseqüentemente do ballet na Europa, o ballet russo começou a ter um enorme destaque na França, Itália e outros países. Foram criadas as companhias do Ballet Imperial em Moscou e São Petersburgo (hoje Leningrado). Lá, vários bailarinos e coreógrafos franceses foram admitidos, e as companhias foram reconhecidas por suas soberbas apresentações. Um dos grandes responsáveis por esse desenvolvimento foi Marius Petipa, bailarino e coreógrafo francês. Petipa havia ido à Rússia em 1847 somente para um passeio rápido, mas tornou-se coreógrafo chefe e nunca voltou à França. Graças a Petipa, o centro mundial de dança transferiu-se para São Petersburgo. Foi ele também quem criou importantes ballets, como O Lago dos Cisnes, Quebra-Nozes e A Bela Adormecida. Nos ballets de Petipa, sempre havia danças importantes para o corpo de baile, variações para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para a primeira bailarina e seu partner.

Na Rússia, o ballet absorveu o que havia de melhor no ballet italiano, o allegro (saltos, vivacidade), e o que havia de melhor no ballet francês, o adágio (equilíbrio, graça, leveza). Além disso, o ballet russo também absorvia um pouco da sua cultura, ou seja, a dança a caráter e folclórica. Na Rússia, também descobriram-se grandes coreógrafos e bailarinos, como Petipa, Cecchetti, Anna Pavlova, Nijinski, Fokine, etc. Também descobriu-se a beleza da música de Tchaikovsky, que estava presente em vários ballets de Petipa. Porém, essa grande fase não duraria para sempre. Logo, Petipa e companhia foram considerados ultrapassados e o ballet entrou em decadências. Porém, logo chegaria um grande nome que novamente acenderia a chama da dança. Diaghilev - Serge Diaghilev veio revolucionar o ballet, não só o russo como também o francês, o italiano, enfim, o de todo o mundo. O russo era um editor de uma revista de artes, e estava cheio de novas idéias para aplicar na dança. Porém, Diaghilev achava que São Petersburgo não estava preparado para tais mudanças. O editor então escolheu Paris para aplicar sua arte. Primeiramente, Diaghilev organizou uma exposição de pintores russos, que fez um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente, o ballet russo. Foi Diaghilev quem trouxe profissionais das Companhias Imperiais russas, como coreógrafos e bailarinos. Os franceses receberam muito bem os novos visitantes, e a crítica francesa fez os melhores comentários em relação ao ballet russo. Mas eles não agüentariam ficar mais tempo fora de casa. Em 1911, foram convidados para voltar ao seu país, formando assim uma companhia: "Ballet Russo". Assim, Diaghilev revelou ao mundo vários artistas russos. Não mostrou só o ballet, mas também a música, a pintura, etc. A Companhia "Ballet Russo" encantou platéias da Europa e da América, fragmentando-se depois por todo o mundo. Depois de Diaghilev - Após a morte de Diaghilev, em 1929, sua companhia Ballet Russo desfragmentou-se pelo mundo todo, apesar dos esforços de seus sucessores. Porém, não podemos dizer que ela acabou, pois até hoje existem companhias que seguem fielmente o método russo de dançar. Uma delas foi a Companhia de Anna Pavlova, que excursionou até mesmo aqui no Brasil. As excursões das companhias russas foram muito importantes para estimular novos talentos. Um deles foi George Balanchine, que, apesar de russo, obteve seu maior êxito nos Estados Unidos. Balanchine foi o Diaghilev do Ocidente; assim como o mestre russo, ele revelou vários talentos e inaugurou uma nova maneira de dança.

Não foi só na América que aconteciam revoluções, na França, o espírito pelo ballet também estava renascendo mesmo depois da morte de Diaghilev. Também acontecia o mesmo na Inglaterra, o importante Royal Ballet estava despontando para o sucesso com a incrível bailarina Margot Fonteyn. Mesmo após a morte de grandes mestres russos, o ballet crescia e cresce cada vez mais. Qual será o próximo passo, qual será o próximo mestre, a próxima evolução? Ninguém pode dizer. O ballet moderno também já conquistou espaço no mundo. Estaria o ballet clássico ameaçado pelas modernidades? Não, é claro que não. Grandes ballets do passado ainda estão em cartaz, assim como a arte dos antigos mestres ainda é preservada.


E finalmente no Brasil – A primeira apresentação do ballet clássico foi realizada no Real Teatro de São João, no Rio de Janeiro, em 1813, um espetáculo dirigido por Lacombe, mas, só um século depois, com as apresentações das companhias russas de Diaghilev e de Pavlova, também no Rio de Janeiro, já no Teatro Municipal, o ballet brasileiro deslanchou definitivamente. Criou-se em 1927 a Escola de Dança do Teatro Municipal onde se formaram, entre outros, Berta Rosanova, Leda Yuqui, Madeleine Rosay e Carlos Leite. Mais tarde, outros nomes surgiram como Dalal Achcar e Márcia Haydée. Vaslav Veltchek dirigiu outra escola em São Paulo de onde saíram Alexander Yolas, Juliana Yanakieva, Raúl Severo, Aurélio Milloss, Tatiana Leskova, entre outros. Márcia Haydée e Ana Botafogo conseguiram grande expressão internacional. Entre as obras brasileiras de ballet que mais se destacaram, temos: Uirapuru, O Garatuja, O Descobrimento do Brasil, Maracatu de Chico Rei e Salamanca do Jarau.



Métodos de Ensino do Ballet Clássico

Existem vários programas de treinamento que os bailarinos podem seguir para tornarem-se bailarinos profissionais. Três dos maiores programas são o Cecchetti, o Russo Vaganova, e o da Royal Academy of Dance (RAD). Todos eles possuem diferentes níveis, do iniciante ao avançado, e todos possuem vantagens e desvantagens. A técnica Cecchetti foi desenvolvida a partir das aulas do grande mestre de ballet Enrico Cecchetti, através da Sociedade Cecchetti. É um plano de aula completo, elaborado para treinar bailarinos para o trabalho profissional. Uma ênfase notável, no método Cecchetti, é dada à fluência dos braços, na passagem de uma posição para outra, muito mais do que em qualquer outro método.
A técnica Russa Vaganova é derivada dos ensinamentos de Agripina Vaganova, a qual foi diretora artística do Ballet Kirov por muitos anos. No método Vaganova, os bailarinos dão maior atenção para as mãos, as quais, diferentemente do método Cecchetti, não fluem invisivelmente de uma posição para outra, é dado à ela uma maior energia e imponência, deixando-a para trás e trazendo-a de volta no último momento. No método Vaganova os exercícios de cada nível não são estabelecidos como no RAD. Cada professor coreografa sua própria aula, de acordo com as diretrizes dadas à eles, os alunos dançam essa aula em seus exames. O método RAD é muito comum. Se ajusta muito bem às escolas de dança em que os alunos têm, em média, não mais que uma aula por dia.

A Escola do American Ballet ensina o método Balanchine. Criado por George Balanchine, permite aos bailarinos dançarem as suas coreografias de maneira muito mais fácil do que os outros bailarinos. Nesse método as mãos são diferentemente trabalhadas de todos os outros métodos. Cada técnica também dá diferente nomenclatura para as direções do corpo, posições dos braços, arabeques e alguns dos passos. Pó exemplo, a posição dos braços conhecida como "bras bras" no método RAD é conhecida como "fifith em bas" no método Cecchetti e como "preparatória" no Vaganova. Contudo, as cinco posições básicas dos pés são as mesmas.



Estilos de Ballet

O Ballet Romântico é um dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do Ballet. Esse tipo de dança atraiu muitas pessoas na época devido o Movimento Romântico Literário que ocorria na Europa na primeira metade do século XIV, já que se adequava à realidade da época, pois antes as pessoas diziam que não gostavam de Ballet porque não mostrava nada do real. Os balés que seguem a linha do Romântico pregam a magia, a delicadeza de movimentos, onde a moça protagonista é sempre frágil, delicada e apaixonada. Nesses Ballets se usam os chamados tutus românticos, saias mais longas que o tutu prato. Estas saias de tule com adornos são geralmente floridas, lembrando moças do campo. Como exemplos de Ballets Românticos podemos citar 'Giselle', 'La Fille Mal Gardée' e 'La Sylphide'.

O Ballet Clássico, ou Dança Clássica, surgiu numa época de intrigas entre os Ballets Russo e Italiano, que disputavam o título de melhor técnica do mundo. Sua principal função era expremer ao máximo a habilidade técnica dos bailarinos e bailarinas e o virtuosismo que os passos de ballet poderiam mostrar e encantar toda a platéia. Um exemplo deste virtuosismo são os 32 fouettés da bailarina Pierina Legnani em 'O Lago dos Cisnes', ato que fazia milhares de pessoas ficarem de boca aberta. Esses Ballets também se preocupavam em contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas. Nestes Ballets procura-se sempre incorporar seqüências complicadas de passos, giros e movimentos que se adequem com a história e façam um conjunto perfeito. No Ballet Clássico a roupa mais comumente usada eram os tutus pratos, aquelas sainhas finas de tule, marca característica da bailarina, pois permitiam que as pernas da bailarina fossem vistas e assim ficasse mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados corretamente. Como exemplos de Ballets Clássicos temos o já citado 'O Lago dos Cisnes' e 'A Bela Adormecida'.

O Ballet Contemporâneo, mais conhecido por Ballet Moderno, foi criado no início do século e ainda preserva o uso das pontas e gestuais ainda muito próximos do Ballet Clássico. Neste estilo de dança a coreografias começam a ter ideologias diferentes. Não há mais uma história que segue uma seqüência de fatos lógicos, mas sim muitos passos do ballet clássico misturados com sentimentos. As roupas usadas no Ballet Contemporâneo são geralmente colãs e malhas, como em uma aula normal, para dar maior liberdade de movimento aos dançarinos. É o estilo que vem antes da dança moderna, que esquecerá os passos clássicos, dando ênfase somente aos movimentos corporais. Seu principal difusor foi George Balanchine, em Nova York, com belíssimas coreografias como Serenade, Agon e Apollo.



Estilos de Bailarinos – Tipos físicos

Longilíneo - Pessoa alta, magra, pouco busto, quadris estreitos, pode usar qualquer modelo de figurino, podendo evitar, naturalmente as listras verticais. Altura entre 1,70 e 1,75m.
Longilíneo miniatura - Apresenta as mesmas características do tipo físico anterior, porém com 1,60m de altura.
Triangular - Pessoas com ombros e bustos pequenos e, quadris avantajados,devem evitar saias rodadas, pregas e cintura marcada.
Triangular invertido - Busto desenvolvido, ombros largos e quadris estreitos, os que possuem estas características esquivem-se das saias justas, mangas bufantes, babados na altura do busto e usar decotes em forma de V.
Simétrico - O tipo que tiver busto e quadris com a mesma medida e a cintura não muito fina, deve fugir das roupas colantes.
Nórdico - Altas e fortes, busto e quadris com a mesma medida, cintura não muito fina, com altura acima de 1,68m, não podem usar roupas cheias de detalhes, nem estampas chamativas.
Cheinho - Linhas bem acentuadas, mas gordinha, não deve vestir roupas que marquem o contorno do corpo e nem listras horizontais.

História da Dança


A dança é a mais antiga das artes criadas pelo homem.
Nas pinturas das cavernas pré-históricas, podemos ver a tentativa dos primeiros artistas de mostrar o homem primitivo dançando instintivamente, usando seus gestos e movimentos para agradar ou acalmar seus deuses, pedir chuvas, curar doenças, agradecer vitórias, celebrar alguma festa, enfim, o homem dançava em cada manifestação de vida.
A dança, como arte de divertir, surgiu com o teatro grego que incluía o canto a pantomima nos seus espetáculos dançados; os gregos foram os primeiros a usar a dança e os gestos para explicar as partes complicadas da história contada. Os antigos romanos combinavam música e dança com acrobacias e números de circo para ilustrar fábulas populares. Não só na Grécia e em Roma, mas também no Egito antigo a dança foi desde muito cedo a maneira de celebrar os deuses, de divertir o povo e a partir desse ritual se desenvolveram os elementos básicos para a arte teatral atual.


A Origem da dança:

A dança evoluiu com a humanidade......
Primitiva ou instintiva
Pantomima
Característica ou etnológica
Social
Dança clássica ou ballet clássico
Dança a caráter
Dança moderna
Comédia musical e Jazz ballet
Folclórica
Sapateado

Bate-Papo com Raquel Mello



Raquel Silva Gonçalves de Mello
16 anos

Quando tinha 8 anos, Raquel fez aulas de forró com seu tio, o professor de Dança de Salão Fernando Brasil, junto com sua irmã. Por falta de tempo de seu tio ela teve que parar.
Em outubro de 2008 seu tio a chamou para participar da apresentação de final de ano da escola de dança que trabalhava, pois faltava uma dama para as coreografias de samba e soltinho. E então ela voltou a dançar.
Com dois meses de ensaios, Raquel estava pronta para a apresentação em Dezembro e arrasou no palco!
Depois ela integrou a turma de Fernando Brasil, aprendendo bolero, samba e soltinho e relembrando forró.
Para estudar para o vestibular ela parou suas aulas, mas pretende, assim que possível, retornar.


Como você se sentia ao dançar?

"Me sentia muito animada! Para mim é muito divertido. Ajudava muito a relaxar, ainda mais com todo estresse de vestibular e tal. Faz bem para alma!"

Além do relaxamento e diversão, o que mais a dança lhe proporcionou?

"Além da dor no pé (rs), fiz novos amigos! Sempre fui muito tímida e na minha, a dança me soltou um pouco..."

Como foi a recepção pré-apresentação? Afinal, você chegou junto com as coreografias da apresentação final. Como te receberam nas aulas?

"Todos me receberam super bem! No início eu parecia um robozinho, mas aos poucos fui pegando o ritmo!"

As danças que compõem a Dança de Salão são suas modalidades preferidas, ou foi só questão de oportunidade para entrar nas aulas? Já que te chamaram para dançar samba e bolero...Tem mais alguma modalidade que gostaria de aprender?

"Eu gosto.. mas se pudesse aprender outras modalidades também, com certeza eu faria! As que aprendi fazem parte das minhas preferidas, principalmente bolero, pois foi o que mais aprendi. Gostaria de aprender Salsa também, além de Sapateado, Zouk e Hip hop... Acho que só (rs)..."

A interatividade da dança de salão




A dança de salão é uma atividade física que pode ser feita por pessoas de todas as idades e nunca sai de moda. Sem contra indicações, é uma opção para quem quiser se exercitar e manter a forma, pois 40 minutos de exercício gasta 600 calorias.

O professor e bailarino Carlinhos de Jesus fala da dança como forma preventiva de doenças articulares, como artrose ou artrite e também de doenças circulatórias. “Por ser uma atividade física, os movimentos e passos ativam a circulação do sangue, principalmente nas pernas, além de proporcionar uma melhora considerável na postura”, afirma Carlinhos.

Beto Campos, bailarino e professor em São Paulo, fala que a dança de salão, além do corpo, também trabalha mente e contribui de forma terapêutica. “A partir do momento em que o indivíduo mexe o corpo, ele já está se exercitando, seja um ritmo lento, de baixa intensidade, ou acelerado, de alta intensidade. E durante o momento do exercício, o organismo produz a endorfina, conhecida como hormônio da felicidade”, fala o professor.

Benefícios da dança

“A dança em geral é um meio de liberar toda a energia, de se descontrair, animar. E a dança de salão é ótima para isso, porque existe uma conotação social, uma integração devido à interação entre duas pessoas”, explica Carlinhos de Jesus. “É nítido como as pessoas tímidas, depois de um certo tempo de aula conseguem ficar mais comunicativas, mais seguras, pelo fato de saberem dançar. A dança vem sendo recomendada até mesmo por psicólogos e psiquiatras, como forma de melhorar a vida social do indivíduo”, declara Beto Campos.

E o professor Beto complementa, dizendo que 99% de seus alunos procuram a dança de salão porque se sentem sozinhos. “A dança de salão afasta a solidão, pois é um meio de aproximação entre as pessoas, tanto em uma aula quanto em uma festa”, explica Beto.

Como é feita a aula

A aula pode ser feita em grupo ou particular. Geralmente tem uma hora de duração, tempo suficiente para prática de atividades intensas e os ritmos mais rápidos como a salsa, lambada e o samba.

Como toda atividade física, é necessário aquecer antes de dançar e também fazer alongamento no início e no final da aula.

Apesar de apresentar diversos ritmos, o professor inicia com apenas três, até que os alunos estejam dominando os passinhos básicos. Nas aulas particulares, muitos professores dão preferência para o estilo que o aluno mais quer aprender. Depois, vai passando para outros ritmos.

Os professores Beto e Carlinhos falam que é difícil estabelecer um prazo de aprendizagem, pois isso depende muito do desempenho do aluno. “Fica entre seis meses ou um ano”, diz Carlinhos.

Já um ritmo como o tango é um pouco mais complicado. Saber o básico não é tão simples assim e para domínio dos passos, o aluno leva uma média de 4 anos, com aulas intensas. “Para ter uma idéia, em dias de apresentações, os bailarinos que dançam tango na Argentina treinam, no mínimo, cinco horas por dia para que os passos estejam perfeitos” conclui o professor Beto.

Por que fazer dança de salão

No geral, a dança não apresenta contra-indicação. É claro que, as boas escolas de dança devem fazer uma ficha dos alunos e perguntar se eles apresentam algum problema de pressão, articulação ou coluna.

Quanto à idade, não existe limite. “Minha aluna mais nova foi uma menininha de 5 anos e meu aluno mais velho foi um senhor de 95 anos” fala Beto. “Portanto, pode ser feita por pessoas de todas as faixas etárias”, conclui.

Carlinhos de Jesus fala que a dança, além de abranger um público de todas as idades, classes sociais e culturas, também chama atenção por ser acessível a todos os bolsos. “A partir de 30 reais é possível encontrar professores de dança de salão”, explica Carlinhos.

O que é necessário para a prática

Quando o aluno matricula-se na dança de salão, é preferível que já tenha seu par. Se estiver sobrando alguém na turma, dá para entrar mais uma pessoa, de preferência do sexo oposto à pessoa que está sobrando. Isso porque os passos de homem e mulher não são diferentes, mas é preciso que o homem saiba conduzir a mulher na dança.

Segundo o professor e dançarino Carlinhos de Jesus, as funções são diferentes. “É o homem quem leva a mulher. O homem acaba ditando os passos da dança, como por exemplo, segurar a mão da mulher para fazê-la girar. Mas a mulher deve saber que, quando ele der um passo para frente, ela deve imediatamente dar um passo para trás”, afirma. “Uma pessoa que quer aprender direitinho, precisa arrumar de um parceiro para treinar os movimentos durante a aula”, explica Carlinhos.

Seria complicado se estivesse, por exemplo, duas alunas sobrando na hora que o professor coloca uma música para treinar. “Esse é um momento importante na aula em que o aluno não pode ficar parado. Se estivesse duas alunas sobrando, por exemplo, poderiam dançar juntas. Mas quem iria conduzir a dança?” pergunta o professor. “Não é totalmente errado, mas é bem melhor quando essa aluna tem um par para dançar, e vice e versa”, explica Carlinhos.

Para fazer as aulas, a roupa precisa ser confortável e deixar que a pessoa execute os movimentos. Não existe uma roupa específica. “É claro que nas apresentações, existe todo um figurino, mas quem está aprendendo, não tem essa necessidade”, diz Carlinhos de Jesus. Muitos alunos saem direto do trabalho e vão para as aulas de terno mesmo e não precisam trocar de roupa. Só não é recomendável o uso do tênis, porque é um calçado que não desliza no chão.

E para as mulheres, Carlinhos pede para que façam uso do salto. “Também não é uma necessidade, mas pode facilitar para que a mulher execute os passos nas pontas dos pés. E fica muito mais elegante, muito mais bonito”, afirma o professor.

Conheça os ritmos da dança

  • Ritmos latinos ou caribenhos - salsa dominicana, salsa cubana, roda de casino - do espanhol, rueda de casino - merengue, cha cha cha e cumbia. Inclui também coreografias de famosos, como do cantor Rick Martin, um ritmo conhecido como pop latino;
  • Tradicional – tango, bolero, mambo, soltinho ou swing, fox-trot e rock dos anos 50/60

Ritmos brasileiros:

  • Samba - Pagode, de gafieira, samba rock, samba no pé e samba de carnaval.
  • Forró - universitário, nordestino, e pé de serra
  • Lambada e Zouk;

A rumba é considerada uma dança cultural de Cuba e não é classificada como dança de salão.

Especialistas Consultados

  • Beto Campos
  • Carlinhos de Jesus



Fonte site do Xenicare