quinta-feira, 17 de junho de 2010

Bate-papo com Sandra Silva



Sandra Silva
45 anos


Os 25 anos de atuação na dança da professora de Ballet Clássico Sandra Regina da Silva foram marcados por grandes apresentações de Ballet e de Jazz. Com formação e especialização em Ballet Clássico, Sandra passou por diferentes instituições de dança no Rio de Janeiro e em São Paulo, sua cidade Natal, ensinando a alunos de todas as idades a beleza do Ballet Clássico.

O que te motivou a entrar no Ballet?

"Sempre gostei de dançar. Quanto tinha 4 anos, minha mãe me colocou no Ballet. Me apaixonei desde então pela dança."


Quais os principais benefícios que o Ballet trouxe para você?

"Além dos benefícios físicos, consegui me livrar um pouco da timidez e aprendi muito a trabalhar em grupo, porque na dança um precisa do outro."


Quando você decidiu ser professora de Ballet e por quê?

"Quando vi minha primeira professora de Ballet dando aulas de baby class, fiquei encantada, porque sempre quis ser professora de escola de ensino fundamental. Aí apareceu a oportunidade no Ballet, então optei por ser professora de Ballet."


Quais os principais nomes, na sua opinião, do Ballet atualmente?

"Ana Botafogo, Cecília Kerche e Claudia Mota."


Na sua opinião, o Ballet tem sido valorizado enquanto arte e fonte de cultura?

"O Ballet no Brasil nunca foi muito valorizado. Aqui no Rio de Janeiro, devido ao Teatro Municipal ser referência nacional, o Ballet é um pouco mais incentivado."


Quais são as principais peças do Ballet?

"Bela Adormecida, Giselle, Don Quixote, Copéllia, Lago do Cisne, Quebra nozes..."


O que você gostaria de dizer às pessoas que desejam fazer Ballet?

"Nunca é tarde para começar! Além de um ótimo exercício físico, você tem a oportunidade de melhorar sua postura, respiração, coordenação motora, fazer novos amigos e se divertir muito!"





sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pyotr Ilyich Tchaikosky


Hoje é o 170º aniversário de Pyotr Ilyich Tchaikosky, famoso compositor russo, nascido em São Petersburgo.

Conhecido por ter sido o primeiro compositor da dar dimensão orquestral ao Ballet.

Tchaikovsky talvez seja mais conhecidos por seus bailados, no entanto foi apenas no fim de sua carreira, com seus dois últimos balés, que seus contemporâneos passaram a apreciar suas qualidades como autor desse gênero.

1875-1876_ Ópera 20
Lago dos Cisnes. O primeiro balé de Tchaikovsky foi encenado pela primeira vez (com algumas omissões) no Teatro Bolshoi em Moscou em 1877.

1888-1889_ Ópera 66
A Bela Adormecida. Considerado um dos melhores trabalhos de Tchaikovsky. Encenado pela primeira vez em 1890 no Teatro Mariinsky em São Petersburgo.

1891-1892_ Ópera 71
O Quebra Nozes. Tchaikovsky não ficou muito satisfeito com esta obra, seu último balé.


sábado, 10 de abril de 2010

Kataklò - Play



KATAKLÒ ATHLETIC DANCE THEATRE

no espetáculo PLAY
Dia 25 de abril de 2010, Domingo às 21h no Teatro do Bourbon Country - Porto Alegre

Quem espera por um espetáculo tradicional de dança pode se surpreender. Flexionando o corpo, impulsionando, virando de ponta cabeça, Kataklò Athletic Dance Theatre reestrutura os movimentos atléticos e acrobáticos, transformando-os em pura arte para multidões.

O nome estranho Kataklò, em grego, significa “eu danço dobrando-me e contorcendo-me”. O grupo italiano surgiu em 1995 e reúne ginastas e ex-ginastas que resolveram aliar as habilidades adquiridas em anos de treinamento esportivo à dança. No mesmo ano o mundo começaria a conhecer o Kataklò, quando o grupo foi convidado a participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Sidney.

Atletas ou dançarinos? Não importa, o resultado é um espetáculo inusitado. O ilusionismo aqui parece indiferente, pois os integrantes têm força muscular suficiente para dispensar outros efeitos.




Reconhecida e apreciada para além das fronteiras nacionais, exibindo um físico incrível competência e criatividade sofisticado dos profissionais, Kataklò é uma empresa estável e independente criada em 1995 com sede em Milão. Ele vem como uma resposta às grandes produções que mostram como em Itália, existe uma realidade ligada ao teatro físico, que, com suas produções, enche os teatros de todo o mundo.

"O nome deriva do grego antigo para
"eu danço, dobrando e contorcendo meu corpo " . O refinamento da coreografia e roteiro teatral do Kataklò tem o poder emotivo de compor cenários surrealistas, de criação de prestidigitação posturas e de desmantelamento das barreiras criativas superando todas as barreiras culturais e linguísticas e as lacunas geração . Isso poderia ser bem feito, graças à espetacular e inconfundível mistura de movimentos do corpo, passos de dança, atletismo acrobáticos, mímica, humor, som, luzes e figurinos."

Maiores informações


quinta-feira, 25 de março de 2010

História do Sapateado



A origem do sapateado é um tanto desencontratada, devido ao mesmo ter a aparência de origem em vários lugares, porém o mais provável é que no século V, na Irlanda, onde camponeses, usando sapatos com solado de madeira devido ao frio, começaram a brincar e obterem sons com os mesmos, criando a dança conhecida por Irish Jig.


Com a Revolução Industrial na Inglaterra, surgiu a dança chamada Lancashire Clog, que inicialmente era praticada por operários que também se utilizavam de sapatos de madeira, desta vez devido ao chão quente das fábricas. Com o tempo, os sapatos de madeira foram substituídos por sapatos de couro com moedas de cobre presas ao solado.


Os escravos africanos, também têm a sua contribuição na história do sapateado pois estes tinham o hábito de dançarem, apesar de descalsos, porém com grande mobilidade corporal, nas suas poucas horas de lazer.


No início do século XX, entre 1909 e 1920, surgiam nos EUA vários estilos musicais e de dança, que aliados as culturas européias e africanas, fizeram surgir os sapatos com chapinhas de metal nas solas.


No início da década de 1920, o Sapateado Americano se consolidava com a criação do espetáculo Shuffle Along, onde 16 bailarinas executavam a mesma coreografia nos balcos da Broadway.


Desde então, o sapateado se proliferou pelos EUA, até conquistar Hollywood, com os mestres Fred Asteire, Ginger Rogers, Gene Kelly, Ann Muller, entre outros.

O dia do Sapateado é comemorado em 25 de Maio, dia em que Bill Bojangles nasceu, no ano de 1878, em Richmond, Virgínia. Bojangles teve uma contribuição muito específica, porém valiosa para o sapateado: foi ele quem levou o sapateado para a "meia ponta", trazendo leveza e clareza nos passos como jamais vistos. O gingado do corpo e o som preciso era ritmicamente perfeito e inconfundível. O marco em sua carreira é o show Blackbirds, onde subia e descia uma escada sapateando. Bojangles também atuou no cinema, fazendo ao todo 14 filmes.


Com a segunda guerra mundial, o sapateado sumiu do cenário cultural americano, porém nos anos 1970, alguns sapateadores, entre eles Brenda Buffalino, se mobilizaram e reviveram a arte de sapatear. Brenda se juntou a Holi Coles e em 1978 criou a American Tap Dance Orchestra, uma companhia caracterizada por sua intereção rítmica direta entre os músicos e bailarinos. Com o retorno do sapateado aos palcos da Broadway, outros grandes mestres surgiram, como Gregory Hines. Hoje podemos citar Van Porter, Jason Samuels e Cintia Chamecki como as revelações da atualidade.






Origem da Dança do Ventre OU RAKS EL SHARQ



A Dança Do Ventre é o último vestígio do ritual das sacerdotisas no Oriente Médio e uma das mais antigas formas de arte.


A sua origem remota de muito tempo antes do Islamismo e do Cristianismo,vem de uma época pagã de culto a muitos Deuses e a natureza. A Deusa Mãe era adorada,sexo e nascimento eram sagrados; nesse período muitas sociedades eram matriarcal, a Dança do Ventre era de cunho sagrado sendo realizada em templos por sacerdotisas que dedicavam suas vidas a cultuar as Deusas em rituais de fertilidade e prosperidade. Nesse contesto a dança viveu durante algum tempo sem o caráter artístico ou de entretenimento.

Com a invasões árabe e romana nesta região veio também a mistura de culturas e as mudanças no cenário religioso, a sociedade de matriarcal tornou-se patriarcal, o culto a um único Deus masculino começou a conduzir esta sociedade, dando fim a época “pagã”.


O povo árabe foi o responsável por difundir a Dança que a partir daí tomou o caráter de entretenimento e artístico. Surgiram neste contesto as Ghawazees, mulheres exóticas e de origem cigana que dançavam ao ar livre (para o povo) e as Awalins , dançarinas que se apresentavam nos palácios em festas e ocasiões solenes (para a elite).

A dança do Ventre sofreu influencias de povos diferentes e com isso transformações ao longo de sua existência.

Chegou ao Ocidente no século XIX inicialmente com o nome de Dança Oriental,porém como a palavra oriental abrange muitas culturas foi chamada pelos franceses de Dance du Ventre e depois pelos americanos de Belly Dance.

BENEFICIOS DA DANçA DO VENTRE
• Melhora alongamento e flexibilidade;
• Coordenação motora;
• Modela o corpo, afina a cintura, tonifica musculatura interna e externa dos braços, pernas e abdômen;
• Corrige postura diminuindo dores na coluna,derivada de desvios posturais;
• Massageia os órgãos internos estimulando um melhor funcionamento
• Ajuda a emagrecer;
• Alivia tensões, combate o estress;
• Desperta a feminilidade.

A DANçA DO VENTRE NÃO DA BARRIGA! Pelo contrario, trabalhamos muito a musculatura do abdômen, tonificando-o, portanto, esta afirmação é absolutamente sem fundamento.


“A Dança do Ventre alimenta a nossa alma!
Estar em um ambiente mágico, trabalhando nosso corpo de maneira prazerosa ao som de uma música perfeita, equilibrando nossos centros energéticos, tudo isso causa um enorme bem estar.
Tire um tempo para você, um tempo para se encontrar, ser mulher.
Venha fazer dança do ventre e descubra o prazer de dançar a vida! ” (Milene )



Dança da espada ou Raks al Saif


Existem muitas vertentes sobre essa dança, uma delas é que ela teria surgido em um grupo de beduínos que a noite atacavam viajantes que passassem perto de seus domínios, os viajantes eram saqueados e mortos , para comemorar , as mulheres desta tribo dançavam com suas espadas exibindo-as como troféu.


Há outros contos sobre o surgimento dessa dança, o certo é que a apresentação com espada requer equilíbrio e habilidade para que a dança seja realizada de forma graciosa e harmoniosa, é muito importante a escolha da música certa, que deve transmitir um ar de mistério.



Dança do Punhal


Esta dança não tem um significado padrão, usamos trajes comuns e o ritmo mais usado é o Wahd Wo Noss. A história nos revela esta dança como um rito de reverência a deusa Selkes, a rainha dos escorpiões que representa a morte, a transformação e o sexo.


Na Arábia e no Marrocos é tradição ficou também bastante associada a ciganos e mulheres que dançavam nas ruas, pois o punhal é uma arma de defesa.



Dança do Candelabro ou Raks Al Shamadan


Esta dança existe á muitos anos e faz parte de celebrações de casamento e nascimento. No Egito é tradicional em casamentos, a bailarina conduz o cortejo do casamento levando o candelabro na cabeça, desta maneira ela ilumina o caminho do casal, como uma forma de trazer-lhes felicidades.


A roupa para esta dança deve ser mais composta pois é considerada sagrada por celebrar casamentos e nascimentos algumas bailarinas gostam de dançar com chadô, dando certo mistério a dança.






Dança com Snujs


Os snujs são instrumentos de percussão que algumas bailarinas tocam. Para uma apresentação com snujs é necessário o estudo dos ritmos árabes, para desenvolvermos ouvido musical, e contagem de tempo. Um mesmo ritmo pode ficar lento e depois mais rápido, conforme a música, se não houver o domínio musical fatalmente a bailarina vai se atrapalhar.





Dança do Pandeiro


Ligado a ritmos folclores este instrumento está relacionado ao espírito Oriental, o traje de quem dança deve ser um vestido. Assim como os snujs acompanha-se seu som com o ritmo da musica, com o som forte do pandeiro a bailarina deve marcar o ritmo com precisão e graça. É uma dança de comemoração, alegria e festa.




Bengala ou Raks El Assaya

É a versão feminina de uma dança masculina originária de El Saaid, região do alto Egito, chamada Tahtib. Os homens simulavam uma luta com seus bastões (Shoumas). As mulheres usam um bastão leve ou bengala, imitando-os, porém de maneira suave e feminina usando habilidade equilíbrio e charme.


A roupa típica desta dança é um vestido e um lenço no quadril, nunca devemos dançar de roupa comum. O ritmo mais usado é o Saaid .



Zaar


É uma dança de êxtase e exorcismo praticada no norte da África e no Sudão. Não aceita pelo Islamismo. Ao som de percussão forte a bailarina dança e gira, o ritmo é chamado Ayubi.



Khalige ou Raks El Nach'at


É uma dança tradicional do Golfo Pérsico, Arábia e Emirados, também chamada dança dos desertos, pois os nômades são os bailarinos tradicionais. As mulheres usam longas túnicas ricamente bordadas por cima de suas roupas, dançam de forma bem sensual movendo a cabeça os cabelos e marcando o ritmo nos pés.



Dança do Jarro ou Raks Al Brik


É uma tradição tão antiga que se perde no tempo. Retrata o cotidiano de mulheres reprimidas que iam buscar água na fonte com seus jarros de barro.

Cantores e musicas compunham versos e rimas de amor para cantar a beleza destas moças pegando água na fonte, com os rostos quase sempre cobertos, assim como todo o corpo, ao aproximar-se das águas era preciso subir um pouco o vestido para não molhar, um delírio para os rapazes que apreciavam escondidos.


Da habilidade de equilíbrio pesados jarros de água surgiu esta dança no norte da África, muitos senhores ofereciam a seus hospedes exóticas apresentações ao servir vinho.




Hagallah


É uma dança realizada pelos beduínos da região de Mersa Matruh. A palavra Hagallah vem do árabe hag'l que significa pular, saltar. Hagallah é dançada em procissões de casamento, nesta celebração familiares e amigos acompanham os noivos com cantos e palmas, a dançarina vai a frente com passos curtos e shimmies, podendo estar total ou parcialmente coberta de véus, levando nas mãos um véu ou um bastão(o bastão não é manuseado). A música é improvisada pelas pessoas presentes (voz e palmas).


Esta dança foi pesquisada e adaptada para palco por Mahmoud Redá por volta de 1966,ele investigou e resgatou este folclore.



Andaluz


Andaluz Originada pelos mouros islâmicos de Kadiz,Andaluzia(Espanha),este estilo também chamado de Malouf é caracterizado por passos ligeiros e graciosidade arabesca que desenham a melodia.O véu é usado para marcar a sinuosidade dos movimentos,é dançado ao som de música clássica Nouba e encontramos alguns elementos de Ballet clássico neste estilo. Ghawazee A tradução para o termo ghawazee é invasoras,de uma forma romântica podemos dizer invasoras de corações,pois elas dançavam e encantavam.Eram mulheres exóticas de origem cigana que dançavam ao ar livre.Até hoje estão presentes no meio do povo egípcio,ganhando seus corações com sua dança alegre e contagiante. Foram as primeiras bailarinas profissionai da dança.



Dança Das Flores

Era dançada por camponesas para comemorar a colheita e as vezes para aliviar o ardor do trabalho pesado.Nesta modalidade a bailarina oferece flores ao público.


Dabke Os fenícios com argila,os trabalhadores para amassar este barro batiam com os pés ao som do toque de um tambor,surgiu assim esta dança que é muito popular entre os árabes por ser alegre e contagiante.Dabke pode ser dançado por homens,mulheres e crianças.




Dança dos Véus


Não se sabe ao certo como surgiu esta dança.Dizem que sua raiz esta na dança dos sete véus;nesta dança cada véus representava os sete chkras.


O véu é atualmente um dos símbolos mais comuns da dança,podendo ser usado para emoldurar o rosto ou o corpo da bailarina ou ainda desenhando ao sabor da musica.


“O véu de uma bailarina nos envolve em uma atmosfera de mistério e magia,transportando-nos para um lugar de sonhos.Esta é a sensação que fica ao assistirmos uma boa apresentação com véu”.




Melea-Laff


É um tipo de lenço que ganhou popularidade no Egito nas décadas de 30 e 40, pois as meninas do Cairo enrolavam-se nelas para dançar. Para esta dança é preciso que a bailarina seja muito carismática, charmosa e exagerada nos gestos; é uma dança usada para paquera. Apesar de o lenço usado ser de tecido grosso e escuro é ao mesmo tempo revelador, pois o tecido é enrolado bem apertado ao redor do corpo, marcando as curvas do quadril e da cintura, assim sendo o véu cria um tipo de dança provocante, ainda que totalmente coberta.


A Bovika é um véu tricotado com buracos, tradicionalmente acompanhado nessa dança, usado para cobrir o rosto.


Para dançar Melea é preciso saber enrolar e desenrolar o véu de maneira correta ao corpo, ter muito charme e graça, é comum em apresentações desta dança a bailarina entrar para dançar mascando chiclete e falando palavras soltas em árabe no meio da musica, isto caracteriza o personagem tipo do melea, as mocinhas charmosas do Cairo.